Queda de Cabelo 2

Queda de Cabelo II – Alopecia Androgenética

Conforme prometido no post anterior, segue explicação sobre a Alopecia Androgenética:

De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a queixa de alopecia está entre as dez mais frequentes nos consultórios dermatológicos em pacientes de 15 a 39 anos. A alopecia androgenética (AAG) é a causa mais comum de alopecia em ambos os sexos. É caracterizada por alteração no ciclo do cabelo levando à miniaturização folicular progressiva com conversão de fios terminais em velo, mais finos, curtos e menos pigmentados.

No sexo masculino o processo é andrógeno dependente; nas mulheres, entretanto, a interferência hormonal é incerta e o termo alopecia de padrão feminino (APF) parece definir melhor a entidade. Apesar da elevada frequência dessa apresentação nos consultórios médicos, a APF ainda é um desafio diagnóstico e terapêutico ao dermatologista.

O padrão feminino costuma apresentar-se entre a terceira e a quarta décadas de vida, com progressiva piora após a menopausa e é caracterizado por afinamento difuso dos cabelos, poupando a linha de implantação frontal. Na fase inicial pode haver queda de cabelos seguida de redução da densidade capilar central do couro cabeludo.

Não há um exame padrão ouro para o diagnóstico de APF. Além do exame físico atentando para o padrão e grau de acometimento da alopecia, é fundamental a realização de uma anamnese completa. Os pacientes precisam ser questionados sobre possíveis fatores desencadeantes do processo tais como variações de peso, uso de anabolizantes, hábitos alimentares, uso de produtos químicos, medicações, história familiar e comorbidades. Métodos complementares incluem dermatoscopia, tricograma e biópsia.

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Tratamento
Os objetivos do tratamento da APF são aumentar a cobertura do couro cabeludo e retardar a progressão da queda. A documentação fotográfica padronizada desde o início do tratamento, bem como no seguimento, permite decisões terapêuticas mais apropriadas tanto por parte do médico como do próprio paciente. Medidas gerais como exclusão do uso de medicações que podem causar ET, dieta balanceada, com ingesta adequada de proteínas e ferro, além de tratamento de outras desordens do couro cabeludo, como a dermatite seborreica, são importantes para o sucesso da terapêutica. Controle de peso em pacientes obesas reduz a transformação periférica dos andrógenos, diminui a intolerância à glicose, aumenta SHBG e reduz testosterona livre, melhorando o perfil hormonal. As medidas farmacológicas diferem entre os homens e as mulheres. Duas drogas destacaram-se por apresentar maiores evidências de resultados: finasterida via oral e minoxidil tópico, ambas necessitando de uso crônico para resultados satisfatórios.Nenhuma delas restaura toda a perda capilar.

IMPORTANTE
Somente um dermatologista pode avaliar cada caso e receitar a(s) medicação(ôes) necessária(s).

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Fontes
Censo dermatológico da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Maio de 2006.
Olsen EA. Hair Growth disorders. In: Wolff, Klaus; Goldsmith, Lowell A.; Katz, Stephen I.; Gilchrest, Barbara A.; Paller, Amy S.; Leffell, David J, editors. Fitzpatricks dermatology in general medicine. 7th ed. New York: McGraw-Hill; 2008. p.766-9
Norwood OT. Incidence of female androgenetic alopecia (female pattern alopecia). Dermatol Surg. 2001;27(1):53-4
Olsen EA, Messenger AG, Shapiro J, Hordinsky MK, Roberts JL, Stough D, et al. Evaluation and treatment of male and female pattern hair loss. JAm Acad Dermatol. 2005;52(2):301-11
Camacho-Martinez F.M. Hair loss in woman. Semin cutan Med Surg. 2009; 28(1):19-32
Trüeb RM. Molecular mechanisms of androgenetic alopecia. Exp Gerontol. 2002; 37(8-9): 981-90