Calvície Feminina - Cabeleireiro Profissional

Calvície Feminina

Calvície Feminina

Antes de entrar no assunto Calvície Feminina, vamos entender o que é “normal” em termos de queda de cabelo: Estima-se que o couro cabeludo contenha aproximadamente 100.000 fios em média, sendo que uma quantidade maior para fios louros (naturais obviamente) e uma quantidade menor para fios ruivos (também naturais). A estimativa para a perda de cabelos é de 100 a 150 fios por dia. Estudos mais recentes sugerem que essa troca (caem os fios mais velhos e nascem fios mais novos) são da ordem de apenas 35 a 40 fios por dia. Isso para uma perda normal, sem nenhuma patologia.

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Quando o cabelo cai mais do que a média , do que se trata ?

– Envelhecimento capilar que é gradual como no envelhecimento cutâneo, é uma das causas, e é potencializados por fatores extrínsecos, que são alterações cutâneas provocadas pela exposição excessiva ao sol, má alimentação, tabaco, álcool e poluição do ar; e os intrínsecos, também chamado de envelhecimento cronológico que são considerados naturais. Suas manifestações se iniciam com perda da densidade máxima do cabelo, da espessura e da cor natural que leva aos “cabelos brancos”.
– Alopecia Androgenética – Será explicada abaixo.
– Outras doenças do couro cabeludo que fazem evoluir a queda do cabelo: alopecia areata, eflúvio telógeno, líquen plano pila e as alopecias cicatriciais.
* Se o seu Cabeleireiro desconfiar que a queda anormal de cabelos advém de algumas dessas patologias é aconselhável procurar um dermatologista para confirmar se há alguma associação a doença ou somente se trata de uma rarefação normal da idade.

Como prevenir o aumento da queda de cabelo
– Uma dieta balanceada, com ingesta adequada de vitaminas, proteínas e ferro, além de tratamento de outras desordens do couro cabeludo, como a dermatite seborreica (será explicada em outro artigo).
– Evitar exposição excessiva ao sol. Se você fica muita exposta ao sol, use protetor solar capilar. Evite também, tabaco e álcool. Para se proteger da poluição do ar, cuide dos cabelos diariamente com shampoo diário indicado para o seu tipo de cabelo (adquira no seu Salão de Beleza) e utilize leave-in antes de sair de casa.
– Faça reposições da massa perdida com a idade (Reconstrução Capilar) periodicamente com seu profissional de confiança.

Alopecia Androgenética

De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a queixa de alopecia (calvície) está entre as dez mais frequentes nos consultórios dermatológicos em pacientes de 15 a 39 anos. A alopecia androgenética (AAG) é a causa mais comum de alopecia em ambos os sexos. É caracterizada por alteração no ciclo do cabelo levando à miniaturização folicular progressiva com conversão de fios terminais em velo, mais finos, curtos e menos pigmentados.

No sexo masculino o processo é andrógeno dependente; nas mulheres, entretanto, a interferência hormonal é incerta e o termo alopecia de padrão feminino (APF) parece definir melhor a entidade (calvície feminina). Apesar da elevada frequência dessa apresentação nos consultórios médicos, a APF ainda é um desafio diagnóstico e terapêutico ao dermatologista.

O padrão feminino costuma apresentar-se entre a terceira e a quarta décadas de vida, com progressiva piora após a menopausa e é caracterizado por afinamento difuso dos cabelos, poupando a linha de implantação frontal. Na fase inicial pode haver queda de cabelos seguida de redução da densidade capilar central do couro cabeludo.

Não há um exame padrão ouro para o diagnóstico de APF. Além do exame físico atentando para o padrão e grau de acometimento da alopecia, é fundamental a realização de uma anamnese completa. Os pacientes precisam ser questionados sobre possíveis fatores desencadeantes do processo tais como variações de peso, uso de anabolizantes, hábitos alimentares, uso de produtos químicos, medicações, história familiar e comorbidades. Métodos complementares incluem dermatoscopia, tricograma e biópsia.

Tratamento
Os objetivos do tratamento da APF são aumentar a cobertura do couro cabeludo e retardar a progressão da queda. A documentação fotográfica padronizada desde o início do tratamento, bem como no seguimento, permite decisões terapêuticas mais apropriadas tanto por parte do médico como do próprio paciente. Medidas gerais como exclusão do uso de medicações que podem causar ET, dieta balanceada, com ingesta adequada de proteínas e ferro, além de tratamento de outras desordens do couro cabeludo, como a dermatite seborreica, são importantes para o sucesso da terapêutica. Controle de peso em pacientes obesas reduz a transformação periférica dos andrógenos, diminui a intolerância à glicose, aumenta SHBG e reduz testosterona livre, melhorando o perfil hormonal. As medidas farmacológicas diferem entre os homens e as mulheres. Duas drogas destacaram-se por apresentar maiores evidências de resultados: finasterida via oral e minoxidil tópico, ambas necessitando de uso crônico para resultados satisfatórios.Nenhuma delas restaura toda a perda capilar.

IMPORTANTE
Somente um dermatologista pode avaliar cada caso e receitar a(s) medicação(ôes) necessária(s).

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Fontes
Censo dermatológico da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Maio de 2006.
Olsen EA. Hair Growth disorders. In: Wolff, Klaus; Goldsmith, Lowell A.; Katz, Stephen I.; Gilchrest, Barbara A.; Paller, Amy S.; Leffell, David J, editors. Fitzpatricks dermatology in general medicine. 7th ed. New York: McGraw-Hill; 2008. p.766-9
Norwood OT. Incidence of female androgenetic alopecia (female pattern alopecia). Dermatol Surg. 2001;27(1):53-4
Olsen EA, Messenger AG, Shapiro J, Hordinsky MK, Roberts JL, Stough D, et al. Evaluation and treatment of male and female pattern hair loss. JAm Acad Dermatol. 2005;52(2):301-11
Camacho-Martinez F.M. Hair loss in woman. Semin cutan Med Surg. 2009; 28(1):19-32
Trüeb RM. Molecular mechanisms of androgenetic alopecia. Exp Gerontol. 2002; 37(8-9): 981-90

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